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Consignados: TCE-GO fiscaliza descontos em folha acima do limite legal
Auditoria indica que mais de 3 mil servidores tiveram acima de 70% da remuneração bruta comprometida
Por Administrador
Publicado em 25/06/2026 16:49
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Resumo da notícia
- Auditoria do TCE-GO identifica que 3.339 servidores estaduais tiveram descontos em folha acima do limite legal de 70% da remuneração;
- A fiscalização provocou ajustes do Governo de Goiás para regularizar a margem consignável;
- Servidores que tiveram descontos suspensos ou reduzidos devem buscar orientação diretamente com as instituições financeiras responsáveis pelos contratos. 


Uma auditoria operacional em andamento no Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO) indica que mais de 3 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas do estado tiveram a renda mensal comprometida além do limite legal em fevereiro deste ano. A fiscalização foi realizada na Gerência de Consignação da Secretaria de Administração de Goiás (Sead) e alerta para o risco de superendividamento do funcionalismo público.

Relatada pelo conselheiro Kennedy Trindade e conduzida pela Diretoria de Fiscalização de Pessoal, vinculada à Secretaria de Controle Externo, a auditoria foi iniciada em novembro de 2025, para verificar os mecanismos de controle do governo contra falhas no sistema de consignações e analisar os certificados de instituições financeiras conveniadas. Segundo o auditor de controle externo Gustavo Felipe Mendes Corrêa, o Estado foi alertado sobre as irregularidades e decidiu tomar providências antes mesmo do julgamento do processo.

Embora a Lei Estadual nº 16.898/2010 vede o comprometimento de mais de 70% da remuneração com consignações, o TCE-GO identificou, somente em fevereiro, 3.339 casos que extrapolavam esse índice. Do total, 2.925 eram de comprometimento de 70% a 90% da renda, e outros 414 se referem a pessoas que tiveram mais de 90% do salário comprometido com descontos.

A maioria dos casos estava concentrada em três órgãos: Polícia Militar (41,2%), Secretaria de Estado da Educação (Seduc) (18%), e Polícia Civil (9,4%). Eles se referem à soma das consignações obrigatórias, como imposto de renda, pensão alimentícia e previdência social; e facultativas, como operações com cartão de benefício, seguro de vida e empréstimos consignados. Os últimos têm ainda um outro limite: não podem ultrapassar, sozinhos, 35% da renda.

Conforme o relatório técnico do TCE-GO, atualmente 59,89% do funcionalismo estadual possui pelo menos um empréstimo consignado. O número equivale a 287.152 operações ativas e uma movimentação financeira de R$ 157 milhões.

Texto: Vívian Maia; Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil. 

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